Muita da felicidade e sofrimento que experimentamos dependem do nosso relacionamento com os outros. Na verdade, não é possível ser feliz nem sozinhos alheados daquilo que nos rodeia, nem enredados em conflitos e litígios de todos os tipos. Por isso é importantíssimo desenvolvermos qualidades de coração.

Os mestres tibetanos costumam afirmar que a essência da prática do Dharma é cultivar um bom coração.

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Estamos tão estruturalmente ligados aos outros que eles são a extensão natural de nós próprios logo, prejudicá-los é tão absurdo como a mão fazer mal ao braço.

Quando esta compreensão começa a fazer parte da nossa visão do mundo, deixamos de nos sentir separados, diferentes e isolados uns dos outros.

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Para evitarmos sofrer temos de renunciar às acções que causam sofrimento aos outros, pois este, inevitavelmente, repercute-se sobre nós. Para isso, temos de cultivar uma intenção positiva, uma predisposição calorosa, um bom coração. Quando queremos bem aos outros e sentimos bondade e compaixão, somos os primeiros a beneficiar com esses sentimentos. Por isso é que Sua Santidade o Dalai Lama diz:

“O egoísta de visão curta é simplesmente egoísta. Mas o egoísta inteligente é altruísta.”

Tsering Paldron

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