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Vivikta-desha-sevitvam é o amor por um lugar tranquilo. A mente que aprecia quietude e solidão é aquela que aprecia estar consigo mesma. Esta é uma atitude que não é frequentemente encontrada na nossa sociedade. Somos uma sociedade de pessoas inclinadas a fugir de nós mesmos. Tentamos fugir porque não estamos satisfeitos connosco. Mantemos a mente ocupada para que não exista tempo, lugar nem tranquilidade para que possamos estar connosco mesmos. Até ao telefone, se existir um período de espera, será providenciado um fundo musical para que a mente permaneça ocupada!

Não é que exista algo de errado com viagens ou recreações. O problema é a necessidade de fugir. Para alguns, a via de escape pode ser drogas, jogo ou bebida. Seja danosa ou aparentemente benigna, a necessidade de fuga denuncia uma relutância em se encarar.

Pode-se dizer que as actividades se tornaram uma fuga quando, sem a actividade, a pessoa se sente perdida, triste ou incompleta. Aquela ocupação que deixa você se sentindo incompleto quando não pode exercê-la torna-se uma fuga. Uma dada actividade por ela mesma não é uma fuga nem uma não fuga. É a razão por trás da actividade que faz dela uma fuga. Uma pessoa feliz cantará porque ela não tem mais nada para fazer. Isto não é uma fuga. Mas a pessoa que foge também cantará porque existe alguma coisa que ela não consegue encarar, e cantar ocupa a sua mente de forma que não tenha que olhar para aquilo.

Swami Dayananda Saraswati

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