livro ajahn sumedho

O vazio não é livrarmo-nos de nada, não é ficarmos em branco, mas um potencial ininito para que a criação surja e cesse, sem nos deixarmos iludir por ela. A idéia de mim como um criador, com os meus talentos artísticos, exprimindo-me a mim próprio é uma incrível viagem do ego, não é? ‘Isto é o que eu fiz, é meu.’ As pessoas dizem ‘Oh, és muito habilidoso, não és? És um génio!’ E ainda assim tanta da arte criativa tende a ser regurgitações dos medos e desejos das pessoas. Não é realmente criativa, trata-se apenas de recrear coisas. Não vem de uma mente vazia, mas sim de um ego, o qual não tem uma mensagem real para dar, a não ser a de que está repleto de morte e de egoísmo. A um nível universal não tem outra mensagem senão a de ‘Olhem para mim!’, como pessoa, como um ego. Ainda assim a mente vazia tem um potencial infinito para a criação. Não existe um ‘eu’ que pensa em criar coisas, mas a criação pode ser feita sem esse ‘eu’, sem alguém a fazê-la – ela acontece.

Ajahn Sumedho

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