Sabes quando a Vida fica agarrada a ti? Aquela sensação de que há imagens, palavras, sensações ou pequenos pormenores de um episódio do dia a dia que não te largam, por mais coisas que aconteçam, nesse dia e nos dias a seguir? É desta forma subtil que a Vida procura, gentilmente, ajudar-nos a manter ou a recuperar o rumo, recordando-nos, das coisas importantes que ficaram esquecidas, lá atrás, no tempo!

Como se nos sussurrasse ao ouvido – “recordas-te?” E de repente, mil coisas acontecem, pensamentos que surgem vindos do nada, memórias antigas que regressam, palavras improváveis que um desconhecido nos dirige, um encontro inexperado com uma flor, um olhar fugidio lançado às estrelas e uma sensação de algo que vive no peito e pede a nossa atenção.

E podes parar. Podes parar. E escutar. As vozes esquecidas, os ecos de Ti Própria que esperam, desde sempre, que lhes dês atenção. És Tu que vives dentro de Ti. És Tu quem murmura e sussurra – “recordas-te? Era assim quando brincavas! Esta alegria, esta felicidade, esta Plenitude! Esta facilidade e simplicidade de quem já tem tudo! De quem sabe que É. Este fluir de quem nada espera porque já Se encontrou em Si.”

Podes voltar aí. Agora mesmo. Podes parar. E escutar. O gesto fácil e o sorriso espontâneo de quem sabe quem É está dentro de Ti. Agora mesmo.

Podes parar. E escutar.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *